Quem não gosta de viajar? Conhecer novos lugares, novas pessoas e, no meu caso, experimentar novos sabores. Toda vez que eu viajo eu quero sentir como uma pessoa do local, saber como vivem, o que fazem para se divertir e o que comem. Claro que as paisagens e pontos turístico são importantes, mas ter a experiência de sentir parte do lugar que você está visitando é único.

Viajando para região do Vale do Jequitinhonha pude apreciar um pouco da cultura, das paisagens e da gastronomia. Convido você a conhecer um pouco mais desta região tão rica em cultura e hospitalidade.

Cidades da região do Vale do Jequitinhonha.

A  vale do Jequitinhonha é uma das doze mesorregiões de Minas Gerais que ocupa uma área de 79 mil km2 , com uma população de aproximadamente 980 mil habitantes onde mais de dois terços dela vive na zona rural. É composto, hoje, por 75 municípios, dos quais 52 estão organizados nas microrregiões Alto, Médio e Baixo Jequitinhonha, e 23 estão integrados à antiga área mineira da SUDENE. As principais cidades são Almenara, Araçuaí, Capelinha, Diamantina e Pedra Azul.

Cidades de Pedra Azul

Uma grande curiosidade sobre a história de Pedra Azul é de onde vem seu nome. Tudo começou em 1927, quando Lourenço da Santa Rosa encontra uma grande quantidade de águas marinhas durante a perfuração de vales na fazenda Laranjeiras, pertencente a João de Almeida que passou a ser um dos homens mais ricos do Brasil. A lavra chegou a atingir 300 homens trabalhando diuturnamente, sendo que nos cinco primeiros anos de extração, a lavra extraiu 1000 kg, o que valeria nos dias de hoje o equivalente a R$ 80.000.000,00. O nome Pedra Azul vem da grande quantidade de pedra preciosas encontradas na região, pois a água marinha é azul. A cidade passou a ter este nome em 31 de Dezembro de 1943.

Mercado de Pedra Azul

A Praça do Mercado é um local onde se encontram os produtores rurais para venderem sua produção da agricultura familiar. São produtos de boa qualidade, direto dos canteiros das roças ou feitos de forma bem caseria. Dentre vários produtos típicos da região, encontramos frutas do cerrado, queijo, hortaliças, manteiga de garrafa e farinha de mandioca e goma.

O vendedor ai foi legal comigo. Fez questão de mostrar o famoso queijo cabaça, tradição da região. Diferente do queijo canastra, esse queijo é cozido, lembrando a nossa mozarela. O processo inicial é similar, junta se o coalho ao leite e deixa talhar. Se retira o soro e coloca em água quente e molde o formato de cabaça. Este queijo é muito saboroso é ótimo para fazer um petisco para tomar uma cerveja. Cortado em cubos e acompanhado de azeitonas é perfeito.

Biscoitos da Xandinha, impossível ver essas delícias e não comprar. Com uma variedade de sabores, doces e salgados. Temos rosquinhas de leite, enroladinhos, pimentinhas, enroladinho de queijo. Para minha surpresa, a maioria das receitas da região usam goma (polvilho doce)  e no lugar de farinha de trigo

 

As bancas de legumes e frutas são uma atração a parte. Encontra de quase tudo e coisas que não são comuns nas capitais. Frutas do cerrado de sabor intenso como o araticum, buriti, cajá, cagaita, umbu, maracujá do mato e coquinho azedo. Outros produtos tradicionais e que são encontrados na feira são o pequi, maxixe, abóboras, pimentas e mandioca amarela. Vale a pena visitar o mercado para encontrar produtos que são plantados e colhidos pelas mãos de quem conhece bem a terra.

Talvez a grande estrela da Feira seja a Carne de Sol, essa não pode faltar de forma alguma, pois é fundamental para várias receitas. Uma das mais famosas combinações e a carne de sol com mandioca na manteiga de garrafa. Essa carne é de sabor incrível que vem da técnica de curtir a carne. A técnica consiste em salgar a carne e deixar no sereno, ou seja, a noite do lado de fora, dentro de uma gaiola com tela para proteção. Esse processo realça o sabor e ajuda a maciar a carne.

Culinária no Vale do Jequitinhonha

A região é conhecida pela sua cultura e sua gastronomia, com diferentes sabores, seja em pratos salgados, seu doces ou quitandas. Não podemos deixar de comentar que para se cozinhar é necessário voltar as origens, ver como os alimentos eram preparados, de forma artesanal, com fogão a lenha e forno de cupim. Muitos pratos tem como ingredientes a mandioca ou derivados dela, como a farinha e a goma. A goma, conhecido por polvilho doce, é o ingrediente do beiju ou tapioca, que também é matéria prima para biscoitos e bolos. Vários outros produtos da região fazem parte do cardápio da população, como o feijão andu, o pequi, maxixe, as pimentas e o indispensável coentro. Este é usado as folhas e as sementes, de forma abundante.

Nos próximos post vou falar de algumas receitas típicas da região, com fotos dos locais que visitei e pratos que experimentei. Nos acompanhe nos próximos posts.

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